terça-feira, 29 de abril de 2008
Niterói desmente Google Maps... êta picaretagem.
29,2 km – aprox. 35 minutos
INI Niterói - RJ
1. Siga na direção sudoeste na R. Prof. Miguel Couto em direção à R. Nóbrega 0,3 km
2. Vire à direita na Av. Gov. Roberto Silveira 0,7 km
3. Curva suave à direita na Av. Marquês de Paraná 1,0 km
4. Continue na Av. Jansen de Melo 0,5 km
5. Curva suave à direita para pegar a R. Washington Luiz 0,2 km
6. Pegue a rampa de acesso à esquerda para a Ponte Pres. Costa E Silva 12,2 km
7. Sair na Av. Brasil-pista Central 1,3 km
8. Curva suave à direita na Acesso P/ Av Brasil - Pista Lateral 0,2 km
9. Curva suave à esquerda na Av. Brasil 0,1 km
10. Pegue a rampa de acesso a Via. Pres. João Goulart 0,3 km
11. Curva suave à esquerda na Via. Pres. João Goulart 4,8 km
12. Pegue a saída à esquerda para a Via. Pres. João Goulart 1,6 km
13. Pegue a saída à esquerda para a Estr. do Galeão 4,1 km
14. Continue na R. República Árabe da Síria 0,5 km
15. R. República Árabe da Síria faz uma curva suave à esquerda e se torna Estr. do Galeão 1,4 km
FIM Estr. do Galeão - Ilha do Governador - Rio de Janeiro
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Porque será que eu faço esse trajeto em duas horas?
Será que as autoridades não vão tomar providências?
Alow, senhor prefeito: Mais da metade do tempo eu gasto saindo de Niterói. Será que o senhor não consegue fazer nada para melhorar? E aqueles projetos da gaveta?
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Descobri um lugar diferente...
Até aí já pude concluir que o cidadão Paulista (ou Paulistano, como queira) não conhece a cidade onde vive. Talvez a maioria não consiga apontar, com exatidão, a direção de certa localidade e/ou bairro. Outra conclusão é que o cidadão por aqui é motorizado. As pessoas acham que 1 km andando é uma eternidade.
Saí da empresa e fiz uma pequena caminhada de 1,7 km até o hotel. Essa é a melhor parte. Caminhei lentamente observando pessoas, linguagens, moda, estravagâncias e estresse. Aliás, todos deviam fazer isso... é muito divertido. O Povo daqui é estressado por natureza, pelo menos na rua.
Achei tudo mais tranquilo do que se fala no Rio. Não vi violência, não vi acidentes... só um no noticiário local. Andei de metrô. Com tempo, eu conheceria São Paulo quase toda de metrô. Ao contrário do Rio (pelo menos por enquantotem Metrô pra tudo que é lado, e, também ao contrário do Rio, o Metrô é quente e barulhento. (No Rio tem ar condicionado e por isso as janelas ficam fechadas). Talvez seja impressão minha, mas parece que o cidadão por aqui está optando pelo metro ao invés do automóvel. O que, talvez, justifique o fato de meu nariz não ficar tão entupido como das outras vezes que estive aqui.
Eu, com toda certeza, descobri um lugar diferente da imagem que sempre tive.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Simples assim!
Eu não acreditava mais. Fui até a TIM. Lá me ofereceram um plano TIM Casa + TIM Família. Comecei a achar interessante. Foi aí que a vendedora olhou pra mim e disse: "- Tem que trazer Identidade e CPF Originais, mais um comprovante de residência." Ahh não... caí nas exigências iniciais. Voltei para a empresa triste.
Hoje, perguntei sobre isso com um colega e ele disse que pediu por telefone. Fiquei estupefato! Será? Procurei em todos os cantos do site da empresa e nada sobre a informação. Usei o telefone da empresa e caí numa URA que falou: "- Você é Cliente? Diga SIM ou NÃO!". Então eu disse: "- Nãããããããoooo!". A Sra. URA me respondeu: "- Não entendi. Poderia repetir? Você é Cliente? Diga SIM ou NÃO!". Novamente eu disse: "- Nãããããããoooo!". E a Sra. URA prontamente me disse: "- Obrigado por ligar!" - e desligou. Liguei do meu celular. Respondi o mesmo da ligação anterior, totalmente desacreditado. A Sra. URA agora me transferiu para uma pessoa que me perguntou o número da Identidade, do CPF e que o pedido foi aprovado e que instalariam em até 7 dias úteis. Pela primeira vez eu vi a Oi respeitar seu slogan: "Simples assim."
Horas depois tentei meu primeiro acesso ao Banco Real para agendar um pagamento na minha conta mais que nova. Liguei pra um número. Pediram pra eu entrar no site, informar o nome do usuário (cadastrado anteriormente), a agência, a conta corrente (sem o dígito) e a senha de acesso internet. Acessei, executei o procedimento. A atendente percebeu que meu cartão estava bloqueado. Informei-a que eu já havia desbloqueado ele quando recebi, há um mês atrás e que já havia recebido as senhas pelo correio. A atendente ficou impressionada com isso. Pediu para eu ligar para outro número. Liguei e como de praxe tive que confirmar um mundo de informações tanto pelo teclado do telefone como à nova atendente. Esta, depois de muito custo, me informou que me mandaria para a Sra. URA novamente e que eu deveria digitar além das informações citadas, as opções 6, 3 e 2, mais o CPF e mais o ano de meu nascimento com quatro dígitos. UFA! Depois disso surgiu uma mensagem que informou a senha (aquela que veio na correspondência que a atendente desconhecia) e que o cartão estava desbloqueado.
Acessei o site do Real, digitei o mundo de informações. Pediram o número de série da tabela de senhas, mais o número do cartão e mais a minha senha do cartão transformada em letras de acordo com uma tabela na tela. A partir de agora a tabela de senhas estava liberada e eu poderia fazer o agendamento do pagamento que eu estava tentando quando iniciei o fatídico percurso.
Diante de tais relatos, só posso dizer que foi a época que o cliente tinha razão. Agora, é obrigação do cliente querer comprar e não da empresa em querer vender.
Simples Assim!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Que mundo estranho!
Que mundo estranho! Todos os dias, ao acordar, vou até a janela de meu apartamento e observo esta cidade de minha janela. Observo o desenfreado surgimento de novos arranha-céus, de regulamentados estacionamentos incabíveis, de pobreza visível nos sinais e de sequer reação de sua população. Vejo o Estádio Caio Martins em completo abandono. Um estádio que até bem pouco tempo havia jogos, humanizando o local e que parece não estar mais nos planos de sua cidade. De sua praia principal suja e inabitável. De um cinema tombado como patrimônio do município excluído justamente por ser tombado e não permitirem evoluções internas.
Meu bebê nascerá em dezembro nesta cidade. Fico pensando se será bom para ele viver nessa cidade cujo crescimento desorganizado e sem planejamento tem se tornado um enorme deserto populoso. Será que quando meu bebê tiver a minha idade, ele parará seu carro num sinal e não verá meninos e meninas fazendo travessuras em troca de moedas? Será que ele não escutará de pessoas desempregadas com ar de bandido dizendo como escutei no Domingo último ao sair de um restaurante: “- Como é? Não vai pagar pela vaga?”. Será? Será que ele poderá cortar caminho pela Fagundes Varela seguindo pela Eduardo Luiz Gomes sem correr algum tipo de risco? Será que ainda existirá a Polícia ou será que haverá um grupo o organizado pelos traficantes “cuidando da segurança” da população?
Será que o índio Araribóia, tão estudado nas aulas de Estudos Sociais, um dia deixará de dar as costas para a cidade e ficará de frente? Talvez a homenagem deva ser sido feita ao Rio de Janeiro e ao índio, não à Niterói. O museu em forma de disco voador demostra os lunáticos que governam a cidade e esconde atrás das construções defronte, favelas, para que o visitante não a veja.
Pois é, estão chegando as eleições. O que farei? O que faremos? Ainda existe luz no fim do túnel? Ou será que a luz no fim do túnel é o farol de um trem-bala que nos atropelará? Ou será ainda a iluminação inferior desse trem, indicando que ele já está nos atropelando? Que opções nós temos? De novo as mesma opções? Ah, não. Não agüento ir passear no Campo de São Bento no Domingo e deparar com os mesmos candidatos entregando “santinhos” enquanto passar dizendo: “- Fulano está aqui.” Isso me remete ao passado, quando o circo chegava na cidade e havia uma parada fazendo o anúncio. Que mundo estranho!
Artigo escrito em 04 de Agosto de 2006.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Quarta-feira da Redenção: foi quase!
Imagine um mundo sem poluição. Pois é, a quarta-feira poderia ter sido o dia perfeito. Um caminhão tombou na praça do pedágio no sentido Rio de Janeiro. Para ser perfeito, as pessoas deveriam deixar seus carros em casa e, de bicicleta ou a pé se movimentarem para as Barcas ou pela Ponte (se pudesse). Todos se exercitando e, principalmente, não poluindo.
Eu, entre muitas outras pessoas, fiz isso. Enquanto caminhava pude perceber o comodismo de certas pessoas que mesmo observando a não movimentação dos carros ficam estáticas aguardando um ônibus ou quaisquer outros meios de transporte para se locomover, por mais perto que estejam de seus destinos. Caramba! Em Niterói tudo é perto e as pessoas insistem em trocar suas pernas por rodas. Todos os dias vemos reportagens sobre o aquecimento global e reclamamos: “- A culpa são dos governos, das indústrias, etc!” - Isso é uma falsa verdade. A culpa é da comodidade e da preguiça. Romper a inércia dói… pelo menos é o que parece.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Transporte Marítimo em Niterói: É Triste!
Levantei e encontrei a pequenina debaixo do travesseiro… puxei-o… ela olhou pra mim e deu aquele sorriso. Que dia maravilhoso está por vir… troquei a fraldinha, dei a mamadeira… que coisa maravilhosa.
Olhei pela janela e vi o caos: O terrível trânsito de Niterói. Saí de casa. Andei, andei, andei… procurando um ônibus não tão cheio que me levasse ao Rio e nem tão caro. Já experimentou observar o preço. Com ar condicionado, variam de R$ 5,00 a R$ 5,90. Sem ar condicionado você para “somente” R$ 3,00. Preferi pegar um ônibus somente até o centro de Niterói… R$ 1,90… Que cenário: Barcas lotada. Pelo menos eu puder ir na Barca nova… aquela que não tem circulação de ar, sentado. A barca estava Lotada. Não, não, não. Ela estava LOTADA. Não havia espaço para andar pelos corredores. Fiscalização? Claro que não dava… e os fiscais andariam por onde? Na hora de descer da barca, o cara que estava do lado levantou procurando um espaço pra levantar e sair correndo, ou seria voando já que não havia espaço. Enfim saí da embarcação. Andei até o ponto subterrâneo e peguei um ônibus que me deixou na porta da Embratel para novamente entrar no metrô, estação Presidente Vargas. Na Estação Afonso Pena desci (na verdade subi) e andei 30 passos até a empresa.
Na porta da empresa, fechei os olhos e me lembrei da minha mulher e da minha filha me dando bom dia. Sorri e fui trabalhar.

